quinta-feira, 9 de abril de 2020

Lições e interpelações da Pandemia 1


Lições e interpelações da Pandemia

A quarentena que a pandemia do COVID 19 nos impõe está a desencadear uma onda universal de reflexão sobre todas as faces do nosso viver. Que é a criatura humana neste planeta?

Nesta onda, a exigência de segurança impôs-nos que nos mantenhamos sequestrados nas nossas casas. Fazer isso já será um grande gesto de respeito por toda a comunidade, fazendo de nós, como se diz nos media, “agentes de saúde pública”.

As grandes aglomerações de gente foram decididamente canceladas e até proibidas por lei. Assim o determinaram as autoridades com diferentes níveis de exigência da simples quarentena voluntária ao declarado estado de emergência pública até com punições para quem não queira ser cumpridor.

Em Portugal, onde neste momento estou, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, nas suas pedagógicas intervenções mediáticas, faz até questão de a isso se referir.

Tal necessidade profilática foi acolhida e implementada por todas as instituições sensatas. Assim sendo, as celebrações litúrgicas deixaram de ser presenciais em todas as igrejas e tem levado à múltipla utilização dos recursos das novas tecnologias da comunicação, das televisões à internet com as suas várias possibilidades (como o Facebook).

O Papa Francisco, com a sua Oração pela Humanidade do passado dia 27 de Março, na Praça de S. Pedro, frente à Basílica, tele-difundida Urbi et Orbi, ficará como mais um dos seus criativos gestos de sabedoria pastoral com repercussão humana e espiritual inimaginável.

Transcrevo aqui o que apareceu num dos meus grupos de whatsapp:

“Não sou Católico, respeito todas as religiões e manifestações de Fé.
Essa é uma das fotos mais sombrias que você irá ver hoje!



O Papa só! Diferente de Silas Malafaia, do Pastor Valdomiro, do Edir Macedo... o Papa sabe que nem só de multidões se alcança o céu. 

A imagem do Papa só, e ao seu lado direito o crucifixo que só ficou exposto na praça no ano de 1522, expressa o momento em que vivemos: Tempo de silêncio. Não... ele não publicou a conta bancária para depositar o dízimo, não pediu abertura das igrejas, não tomou partido político: o Papa orou. 

Na praça já quase escura e silenciosa, de branco e já velho...o Papa apenas pede a Deus: "Não nos abandone nessa tempestade"! 

Não exige dos fiéis sacrifícios, não pede mais nada a não ser a bênção. 
Não precisa ser católico para entender essa fotografia que certamente entrará na história. 

É o Papa Comunista? Ou é o Papa pregando o amor cristão? 
É o Papa Ideologista? Ou o Papa fazendo seus ritos independente de multidões? 
É o Papa Político? Sim, é também, mas com toda a sensatez que outros políticos não têm.  É uma foto de se arrepiar. De ter medo. De se louvar. De chorar. Mas que seja foto de oração justa.
(Roberto Sanchez)