quarta-feira, 13 de maio de 2015

ProSAVANA

Prosavana - Discussão ao rubro

Há muito tempo que não coloco aqui nenhuma partilha. Sobram-me, felizmente, coisas para escrever e por isso o tempo não dá para tudo.
Ainda não escrevi sobre a questão do chumbo com que a Frelimo recusou, liminarmente, o projecto de autarcização provincial proposto pela Renamo. Espero, num destes dias, vri aqui falar do assunto.

Agora quero falar de outra questão mais que controversa: o Programa PROSAVANA. Respondi à convocatória da DPA e compareci numa sessão de apresentação e, dizem os autores, de auscultação da opinião pública.

A apresentação foi feita por um técnico que, aparentemente, imaginaria que toda a assembleia tinha competência técnica para perceber tudo. Que irrealismo. Nem eu, que sei ler e escrever, e falo português, consegui perceber. Claro, porque me faltam competências técnicas - de natureza económica, de sociologia do desenvolvimento rural, de economia, etc.

O Governador Vitor Borges,  com muita simplicidade presidiu e moderou o encontro. No tempo do debate, logo surgiram uns quantos intervenientes, que metiam dó pela sua incapacidade crítica, limitando-se a concordar como quem tinha o discurso encomendado.

Uma camponesa do Mutuáli, onde nestes dias as contradições estão ao rubro, expressou-se em sentido contrário e disse: "Nós lá no Mutuáli estamos com diarreia quando ouvimos falar disso de Prosavana. Estamoss a ouvir o mesmo português de quando apareceu a AGRIMOZ ... E agora temos muitas pessoas sem terra.

Também intervim, para dizer uma coisa fundamental: vim aqui para ver se ia escutar aqui discussão contraditória de gente competente, que me ajudasse a perceber. Com a exposição feita, fiquei a saber o mesmo. Recomendo, por isso, ao Governo, que procure debater este assunto a sério, convidando pessoas competentes, E sugeri: creio que o Prof João Mosca, que já não vejo há muitos anos, poderá ajudar-nos a ver isto com realismo, com objectividade, sem preconceitos. Até agora, como disse o P.Victor Ulhoa (Vida NOva e Rádio Encontro), só podemos desconfiar...

Quis ter dito mas acabei não dizendo: o que se iria passar, realmente, com as terras dos camponeses: este é o cerne do assunto. Há ou não escorraçamento de camponeses?

Aproveitei a oportunidade para pedir ao Governador que transmitisse ao PR um conselho meu: que tratem de criar um sector público onde se pratique o contraditório. Aqueles que passam o tempo a dizer bem, são perigosos!




entre a população e o administradoro ambiente está super-quente

, ia dando a palavra,

domingo, 8 de março de 2015

Voltou o Medo

Gilles Cistac 


Não imaginava que houvesse em Moçambique um cidadão do perfil histórico e da envergadura deste que agora se revela após a sua criminosa morte.

Nunca me tinha cruzado com ele. Comecei a ver o seu nome nos jornais decentes de Moçambique há poucos meses, a propósito das eventuais alterações ao regime politico-administrativo de Moçambique na sequência das controversas eleições de Outubro passado.Mas nunca tive a ventura de com ele cruzar ou falar. Penso que teria gostado bem de com ele discutir!
Sobre o seu assassinato, estão os jornais de Moçambique cheios de referências, até aqueles que, aparentemente, nas vésperas do seu holocausto, contra ele se teriam coligado.

Tal como há mais de 20 anos aconteceu com Carlos Cardoso, também estava, nestes dias, no Maputo. Partilhei, com todos os que que se indignaram com este odioso acto, a homenagem que foi sendo rendida no local do crime.

Logo na 1ª noite, ali me detive por uns instantes, na companhia da Sílvia Bragança, viúva do grande combatente Aquino de Bragança, que pereceu com o saudoso Samora Machel.

Contemplando as velas e as flores de homenagem emotiva e silenciosa, na 1ª noite, e, ontem, no início da marcha de protesto que a Polícia, infelizmente, interromperia depois do 1º trecho até à Faculdade de Direito da UEM onde o Professor Cistac era catedrático, senti, bem na alma, estas palavras cantadas nos anos 60, contra o colonial-fascismo, pelo Chico Fanhais:

Não desertamos!
O ódio, o medo a morte,
Que fujam que desertem!
Se o amor os insulta e ameaça!
Nós ficamos!
 Com os companheiros e o amor dos companheiros
o amor será mais forte do que o ódio, do que o medo, do que a morte!
Não desertamos! (http://www.youtube.com/watch?v=ppFLBlsNWkY)


Nestes dias, multiplicam-se as declarações quanto à identidade dos assassinos materiais…. Mas, curiosamente, poucos se perguntam sobre os presumíveis autores morais. Por medo, todos o calam! 


Um homem simples da rua me disse “isto é também para complicar a vida do Presidente Nyusi”. A sábia carta do Carlos Serra vem neste encalço. É preciso dar alento às iniciativas de paz e diálogo do PR Nyusi com Afonso Dlhakama. Da oração à partilha de gestos e opiniões, saiamos dos esconsos do medo.

A marcha de protesto e indignação, de ontem, dia 7 de Março, no Maputo, não mobilizou a multidão que seria de esperar. Porque há medo!
Porque, dir-me-ia alguém, os esbirros andam por lá, e o pão / o emprego, fica em perigo. Sim, o medo regressou. Exorcisá-lo é tarefa de cada amante da Paz!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Miopia Municipal




Gerir os espaços urbanos

Sem sombra de dúvida, o modo de gerir os espaços urbanos revelam a visão dos respectivos edis. 


O poder autárquico é, em política pura, um indeclinável sinal de crescimento civilizacional, de cidadania política. Por um lado supõe crescimento no sentido de participação dos/as munícipes; por outro pode servir de incentivo a essa participação, já que se trata, sobretudo em caso de eleições, de escolher os governantes mais ao pé da porta.

Finalmente, suporia rectidão e transperência de processos eleitorais o que, no caso de Moçambique, é evidente ainda não existir. As desconfianças são imensas e o caso do Guruè poderá ter sido apenas a ponta do iceberg. No caso de Angoche, o CC não teve a coragem de ter o mesmo procedimento mas eu próprio informei a CNE de ilícitos eleitorais que eu julgava serem suficientes para invalidar todo o processo e obrigar, também, a repetir as eleições.


Mas hoje quero apenas falar da gestão dos espaços urbanos, apontando apenas duas pequenas grandes coisas, denunciadoras da falta de visão dos poderes instalados. Refiro-me às principais avenidas de entrada nas cidades de Nacala (onder agora escrevo) e de Nampula (ligação cidade-aeroporto).


Em Nacala, subindo da cidade baixa para a alta, somos, de repente, estrangulados por um afunilamento da avenida que, de duas amplas e excelentes faixas, fica reduzida a uma estreita (e agora esburacada) estrada. 

Pergunto: como foi possivel que um presidente municipal de Nacala, nesta cidade em explosivo
crescimento socio-económico e demográfico, tenha licenciado um hotel encavalitado na estrada sem deixar mínimamente capacidade para que se possa fazer aquilo que é incontornável: continuar a belíssima avenida de subida, porventura até ao triângulo ou mesmo até ao cruzamento de Naca-a-Velha?

 Só uma evidente miopia de gestão do espaço público urbano pode ter levado a tão desastroso licenciamento. A meu ver, não levará muitos anos até que o interessado investidor daquele hotel venha a reembolsar rios de dinheiro por ter de demolir tão inoportuno empreendimento. Sim, também o investidor revelou não só espírito de ganância mas também miopia urbana.


E já que falei de Nampula, falarei dos repetidos engarrafamentos na avenida do aeroporto. Desde o tempo do chamado Conselho Executivo da Cidade (imediato antecessor do Conselho Municipal), tal falta de visão permitiu a construção de imóveis comerciais de evidente prejuízo para a dignidade da cidade e a comodidade dos transeuntes e dos automobilistas.

Há quem, maliciosamente, e para minha tristeza, chame a estas asneiras, a africanização de Moçambique! Que deplorável, ver cidades lindas e de rasgadas artérias, estranguladas saberá Deus por que interesses!


De facto, nunca pensei que gestões municipais modernas pudessem ser factores de tanta regressão urbana.
Construção em curso na subida de Nacala


 Em Nacala, mesmo nas zonas até agora interditas das arribas,  crescem os mastodônticos imóveis, de estilos imperiais (neocoloniais?) anunciando um novoriquismo que deixará os pobres cada vez mais longe do desenvolvimento, mesmo com o conhecido crescimento do PIB que tem colocado Moçambique na agenda capitalista mundial



Arcos e mais arcos quais torres de Babel
Este estilo imperial do "deus dinheiro" é recorrente nas empresas ao longo da estrada de acesso quando, vindo de Nampula, nos aproximamos desta cidade. Arcos triunfantes de obras ainda não merecidas mas acautelando futuros interesses alheios, erguem-se, soberbos, tentando o cultar o Deus dos Pobres, os tais que, a troca de umas quinhentas, vão sendo cada vez mais marginalizados.

A isto se junta o exotismo  repugnante de tiques asiáticos de Naherengue (ex-Fernão Veloso?), que denuncia não só a cegueira arrogante do empreendedor (dizem-me que é italiano) e seus comparsas, mas também a ignorância de quem, sem qualquer sentimento de dignidade nacional,  licenciou a implantação de tão despedurada construção. Até quando?

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Eleições em Moçambique

Vitória sem festa
Como cidadão atento que sempre tenho procurado ser neste meu país de adopção, não quis viver, no estrangeiro, o esperançoso e desafiante dia 15 de Outubro - Dia de eleições gerais, presidenciais, legislativas e provinciais .
Chegado a Nampula, tratei de me credenciar como Observador Nacional. Sim, é nesta qualidade que gosto de agir; foi nessa qualidade que me credenciou a CNE nas primeiras eleições gerais multipartidárias (1994); foi ainda nessa qualidade que fui credenciado como membro da Rádio Encontro, de que fui director-fundador (1994), para as autárquicas de 2013; foi nesta qualidade que acompanhei - e nem pedi credencial - todos os anteriores actos eleitorais.
Pois desta vez, tive uma nega da parte do STAE (Nampula). Mas com a delicada atenção de uma resposta escrita: não podia ser observador nacional, porque lhes apresentei o meu documento de identificação (DIRE) de cidadão estrangeiro. O mesmo documento que desde sempre me identificou, e que não me impediu, além do já acima referido de assegurar a direcção legal (e não só) da revista VIDA NOVA, até 2009.
Para bom entendedor.... meia palavra basta.

Claro que esta desconsideração me não inibiu nada de seguir o processo com todo o empenho, equivalente ao amor que toda a gente sabe eu ter por esta terra de que sou cidadão de coração.

Fiquei triste e, como muitos cidadãos, lamento as irregularidades constatadas e anunciadas que impediram que este dia tivesse sido de verdadeira festa de um processo limpo e incólume. Mas indignei-me, sobretudo, com as precipitadas declarações de alguns observadores estrangeiros.Quem está no terreno, sabe que pouco ou nada observam. Dizem algumas pessoas, que vêm fazer turismo político, "vêm comer o nosso camarão"! Espantei-me ao ouvir, nos ecrãs da TVM, o mítico Comandante Pedro Pires, por parte da CPLP. Que lástima! Como é que ele, que devia ser isento, conseguiu atropelar o mais elementar processo de avaliação? Percebo agora por que a CPLP vai perdendo a honorabilidade. Sem qualquer trabalho de rigor, Pedro Pires declara justas, livres, e transparentes, umas eleições complexas, na própria noite de fecho das urnas! Quem pretende ele servir?

Seguindo o processo de apuramento que ia sendo difundido pelos órgãos de informação, sobretudo os não controlados pelo governo, vivi, em expectativa, o dia 30, o do aúncio oficial dos resultados.

O presidente da CNE, que fez questão de se apresentar, como sempre, não trajando à civil, mas como religioso muçulmano, desesperou-me com as suas infindáveis introduções formais. Tanto, que os indiscretos operadores de imagem lá mostravam, de vez em quando, uns dorminhocos da assembleia que acorrera ao CCJC. Falou, falou, falou, até nos cansar. Considerações sobre isto e aquilo, perfeitamente dispensáveis quando, o que o público mais desejava ouvir, eram os resultados.

Mas de uma coisa importantíssima se esqueceu: como se tinha processado a votação no interior da CNE. Quem ouvisse o seu discurso redondo, pensaria que tinha havido total unanimidade. A meu ver deveria ter dado os detalhes da votação: quem era quem na votação: representantes da Frelimo; da Renamo; do MDM, da sociedade civil - como terá votado cada uma destas pessoas? Soubemo-lo, em parte, nos dias seguintes, pela imprensa.

Finalmente os resultados são anunciados. Em qualquer parte do mundo, penso eu, com tão retumbante vitória, ter-se-ia ouvido a explosão de alegria dos vencedores. Nada disso aqui em Nampula. Vivia-se uma atmosfera carregada, sombria e receosa. As lojas, receando tumultos, fecharam mais cedo; as ruas estavam não digo desertas mas a parecerem isso; e, sem dissimulação, os polícias, mesmo os do trânsito, exibiam as espingardas aperradas. Estranha vitória!
Triunfará a PAZ tão frágil? Por isso rezamos!



sábado, 18 de outubro de 2014

DISPONÍVEL O RELATÓRIO COMPLETO DO SÍNODO DOS BISPOS (10/2014) - TRADUÇÃO PROVISÓRIA

Synod14 - "Relatio Synodi" da Terceira Assembléia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos: "Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização" (5 a 19 de outubro de 2014), 

LEIA AQUI O RELATÓRIO COMPLETO:


ÍNDICE

introdução 

parte I 
Ouvindo: contexto e desafios sobre a família 


O contexto sócio-cultural 
A relevância da vida emocional 
O desafio para a pastoral 

parte II 
O olhar de Cristo: O Evangelho da família 

O olhar em Jesus e da pedagogia divina na história da salvação 
A família no plano salvífico de Deus 
A Família nos Documentos da Igreja 
A indissolubilidade do matrimônio e da alegria de viver juntos 
A verdade ea beleza da família e da compaixão para com as famílias feridas e frágil 

parte III 
Comparação: perspectivas pastorais 

Anunciar o Evangelho da família, hoje, em vários contextos 
Conduzindo os envolvidos no processo de preparação para o casamento 
Acompanhe os primeiros anos da vida de casado 
O cuidado pastoral das pessoas que vivem no casamento civil ou coabitação 
Cuidar de famílias feridas (separados, divorciados e não voltou a casar, divorciados novamente casados , famílias monoparentais) 
O cuidado pastoral das pessoas com orientação homossexual 
A transmissão da vida eo desafio de nascimentos 
O desafio da educação e do papel da família na evangelização 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Soares Martins - Um Vigilante contra a mediocridade

No passado dia 14, festa da Exaltação da Santa Cruz na Igreja Católica, faleceu num hospital do Porto, depois de prolongada doença com que lutava há mais de um ano.

No dia seguinte, familiares, amigos e admiradores, celebrámos a sua Páscoa: na Igreja da Cedofeita (Porto) e na Igreja Paroquial de S.João da Madeira (seu concelho natal).

Os meus primeiros contactos com o Soares Martins datam do meu acordar para os problemas críticos de Portugal e das suas colónias.  José Capela, de seu pseudónimo, chegou-me às mãos pelos pequenos livrinhos que ia fazendo aparecer..." O Vinho para o Preto" era título incontornável e inesquecícvel. Depois, quando já com experiência de chão moçambicano, Moçambique pelo seu Povo.

Física e pessoalmente, conhecê-lo-ia só quando ele apareceu como Adido Cultural na Embaixada de Portugal no Maputo. Foi ocasião para beber a longa experiência de um homem que, ao lado do seu fabulosíssimo tio, o 1º Bispo da Beira, Sebastião Soares de Resende, se afirmara nos combates pela dignidade do Povo Moçambicano nos tempos duros do colonialismo.

Foi chefe de redacção do combativo Diário de Moçambique, jornal da diocese da Beira.

Fui um dos que, com frequência, partilhei a sua mesa, com muitos amigos moçambicanos, das esferas da intelectualidade, do saber e da cultura plurifacetada. Nos contextos tantas vezes ambíguos da realidade.

Cativou-me sempre a simplicidade do diplomata que se esquecia que o era, dada a evidente simplicidade do seu porte. Impressionou-me sempre a cordialidade que se sentia fluir entre ele e o seu dedicado cozinheiro, senhor Morais.

Vivi, mesmo que esporadicamente, por entretanto eu ter regressado a Moçambique, a encantadora relação de amor irradiando do casal que era o Soares Martins e a sua mulher, a Joaquina. Duas autonomias visivelmente casadas!
(Informação mais detalhada na carta anexa - José Capela)




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vigilância da PAZ


Com uma semana de atraso, tive oportunidade de visionar, no Youtube, as cerimónias da assinatura do que a imprensa moçambicana chama de Acordo de Paz II.

No momento de troca dos documentos assinados, fiquei momentaneamente interrogativo: vai haver abraço ou simplesmente o protocolar aperto de mão?

Parece-me que Dlhakama tomou a iniciativa do gesto do abraço! E Guebuza correspondeu sem demora. Espontâneo! Mas eu, interiormente, continuava, no meio de muita emoção, a ser invadido pela interrogação: serão mesmo abraços de lealdade, de efectiva e definitiva reconciliação? Todos desejamos que assim seja.

Escutei com íntima e comovida atenção os discursos dos 2 líderes protagonistas do acto. Apreciei a firmeza e a objectividade. As palavras certas, estiveram ali. As farpas mutuamente disparadas - inevitáveis nestas circunstâncias? - foram suaves. Sublinho a frae de Guebuza "temos e devemos confiar na nossa capacidader endógena para também realizar o nosso sonho colectivo de prosperidade e bem-estar". 

Penso que esta capacidade sempre existiu. Mas a história recente mostra que a capacidade de não lhe ser fiel também é real. Por isso ao mais de um milhão de mortes da guerra civil dos 16 anos, somámos, no ano passado, um desconhecido número de mortes. São, por isso, muito oportunas os seus apelos a que. doravante,  todos se conformem escrupulosamente com os ditames legais/constitucionais. Parece que está tão ciente, como eu, da precaridade da natureza humana e, expressamente, apela à "a atitude vigilante e de elevada consciência de cidadania" para que nunca mais se volte atrás.


Este momento, tempo de campanha eleitoral, é particularmebte importante para o exercício da cidadania a que o Presiente da República apela. Porém, hoje, dia 11 de Setembro (de má memória internacional), os jornais já noticiaram atropelos à lei e à convivência democrática na campanha eleitoral. Tenho para comigo que aos membros da Frelimo vai custar muito a aprenderem a trabalhar politicamente em pé de igualdade! São 40 anos de acumulação do vício da superioridade institucional, regimental.. Se a conversão pessoal não é fácil, a colectiva é dificílima, sobretudo quando o que está em causa são as benesses decorrentes do exercício do poder! Mas "água mole em pedra dura tanto dá até que fura" e "a esperança nunca morre!". Assim o esperamos.